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Nostalgia

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Não sei descrever,
Mas sei listar
Tudo o que faz
A saudade apertar.
Aquela caixa
Cheia de poeira,
Mas que guardava
Tanta brincadeira:
Recortes de móveis
Carros de papel,
Bonecos de encartes,
E até carrossel.
Era tanta coisa
Que a gente guardava
E quando podia,
Sentava e brincava!
Eu era feliz
Ah, disso eu sabia.
E por tão pouco
Era tanta alegria!
Para aquela amiga
Uma carta escrever,
Em papéis de carta
Poder dizer
O quanto a amizade
Tinha valor.
Era tão bom
Expressar o amor!
Sim, fui criança,
De correr na rua,
De ouvir história
Em noite de lua.
Brincar de estátua
Ou de esconder,
Meu Deus, por que a gente
Tem que crescer?
Era tão bom
Grudar as mãos com cola
Ou brincar no pátio
Lá da escola!
Ir comprar pão
De bicicleta
Apostar corrida
Como atleta.
Eita infância,
Quanta saudade!
A sensação
Era de liberdade,
De se aventurar,
Fazer descoberta
E me achar
Uma menina esperta.
Saudade da turma,
Do nosso clubinho,
Éramos donos
Do mundo todinho.
Eu acreditava
Poder voar
E onde quisesse
Iria chegar.
Aquela fé cega
Hoje não há mais
É isso que o tempo
Com a gente faz.
Mas fica a lembrança
E faço questão
Da menina sapeca
E daquela boneca
Ter no coração.

(Bia Lopes)

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