Quem se importa

Quem se importa?

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Você já parou para pensar no quanto cada vez menos temos nos importado uns com os outros? A dor do amigo que perdeu um ente querido e a gente se limita a dizer “meus pêsames”, mas não sentamos ao seu lado para ouvir os desabafos de dor e saudade, a amiga que anda depressiva e todo mundo tem reclamado do quanto ela se tornou uma pessoa negativa, mas ninguém parou para saber o que está realmente acontecendo e tantas outras situações em que dizemos que nos importamos, mas, no fim das contas, nós realmente nos importamos?

Ao caminharmos pela rua é comum nos depararmos com dor e sofrimento, com mãos estendidas pedindo ajuda ou com gente que já nem pede mais, apenas permanece em seu canto (que canto?), em seu mundo, em sua realidade do não ter, mas desesperadamente precisar ser. E nós, o que fazemos? Lançamos olhares de compaixão e às vezes comentamos com quem está ao nosso lado sobre o quanto lamentamos aquela situação. Mas e daí? Se a gente diz que se importa, por que esse sentimento não se transforma em atitude? Por que nos mantemos de braços cruzados enquanto esperamos que tudo mude?

Estamos tão apressados, ocupados, distraídos, que acabamos deixando passar oportunidades preciosas de sermos verdadeiramente humanos. Desejamos feliz Dia do Amigo nas redes sociais, mas somos realmente amigos ou para nós tanto faz? Até que ponto nos importamos realmente? Até que ponto a dor do outro é também da gente? É fácil dizer que compreendemos o que o outro está passando sem lhe estender a mão, sem oferecer ajuda, sem realmente dar a ele a atenção e o auxílio de que necessita.

Diante disso, como sonhar com um mundo melhor se o melhor que temos de nós mesmos é tão superficial? Como pedir um mundo mais igual? Costumamos almejar mudanças, mas não estamos dispostos a mudar, especialmente porque isso significa sair da zona de conforto e morremos de medo de quebrar a rotina. Talvez a maioria de nós, humanos, tenha essa triste sina. O que fazer, então? Sinceramente eu não vejo outra saída a não ser ouvir o coração. Quando a gente faz por fazer não sente o prazer de ajudar. Mas se você se coloca no lugar do outro, se experimenta sentir a sua dor, aí sim, você começa a lhe dar o devido valor. Então talvez seja isso o que nos falte: experimentar o que é realmente ser humano, sentir a humanidade. De verdade. Talvez a partir daí dentro de nós o bem abra uma porta. Se isso acontecer mesmo a esperança não está de todo morta. Mas, e você, se importa?

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