Postado no dia Março 22, 2018

Sempre fui uma pessoa nostálgica. Quando digo “sempre” eu me refiro a sempre mesmo, tipo, desde a infância. E acho que quem é nostálgico acaba sendo muito sentimental também. A gente se apega a fases, coisas, pessoas, filmes, músicas e não quer mais largar. Um dia, o processo natural da vida traz as mudanças e aí a gente fica pra morrer de saudade. Em seguida, vem a nostalgia e foi nessa etapa que eu parei e fiquei. Estacionei meu coração e quando quero abastecê-lo basta uma fotografia, um cheiro, um livro, o céu, o arrebol ou, não raras as vezes, basta estar viva.

Essa imagem do texto representa muito pra mim. É de um lugar onde eu e meu pai costumávamos ir juntos. A gente sentava, observava as pessoas ao nosso redor, falávamos da vida, ríamos de nós mesmos e depois caminhávamos. Era o nosso momento. Então sempre que passo por ali eu lembro dele e do quanto éramos felizes. Nossos momentos ficaram eternizados naquele lugar e agora ele faz parte do meu baú da saudade.

Acho que todo mundo é um pouco assim. Ao longo da vida vamos soltando as pedrinhas pelo caminho para que vez ou outra possamos lembrar como se volta. E as nossas memórias são conduzidas por essas pedrinhas de sentimentos. Um café com um amigo, um pôr do sol ao lado de quem amamos, as mãos sujas de graxa depois de ajudar alguém a consertar a corrente da bicicleta, aquela pizza não planejada, o banho de chuva mesmo com medo do trovão.

Nossa trajetória não resulta numa estrada deserta, sem paisagem, sem flores ou mesmo sem alguns cactos. E é engraçado o quanto todas essas coisas vão tecendo a nossa história para depois virem parar no nosso infinito álbum de memórias. Portanto, de agora em diante, não deixe mais um instante sequer passar em vão. Sinta, viva, aprecie cada segundo que é viver. Se for preciso fechar os olhos, feche. Se deixe tocar por esse momento, por esse fragmento de história da sua vida. Perceba tudo ao seu redor e pense em todas as pessoas e coisas que te são importantes agora. Porque num piscar de olhos tudo se vai e a gente percebe que é na finitude da vida que o que a gente sente se faz eterno.

 

Bia Lopes Bia Lopes é publicitária e trabalha atualmente em uma assessoria de comunicação. Nas horas vagas, gosta de observar o mundo e descreve-lo neste blog.
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